Estava a desejar que este dia chegasse, tinha a certeza que ia adorar a experiência. Chegámos ao Espaço a Brincar acompanhados pelo Tiago, quando entrei ia um pouco nervosa pois não sabia o que ia fazer. Fomos para a sala vermelha, sentámo-nos em roda, a Cláudia (coordenadora) começou por perguntar-nos o que pensávamos que estávamos ali a fazer, nós não sabíamos.
Começámos por fazer uma apresentação de cada um de nós, dizendo o nosso nome e uma característica positiva da nossa personalidade, a primeira pessoa a dizer tinha um novelo de lã na mão, apresentou-se, agarrou um pouco de linha com o dedo e mandou para a pessoa que quis, esta fez o mesmo e assim sucessivamente. Formámos uma teia, estavámos ligados e unidos por laços. Para enrolar o novelo e desfazer a teia, a última pessoa disse a característica da que estava antes de si e mandou-lhe o novelo, todos o fizemos. Senti uma alegria imensa, estávamos todos sorridentes e felizes. De seguida, jogámos ao "Quem Sabe", a cada um de nós calhou um papel com uma actividade, consoante a actividade, tivemos de ver quem achávamos ser a pessoa indicada para a fazer. Este jogo foi um máximo, rimos tanto mas tanto. Todos fizemos actividades, eu dançei o Tango com a Márcia e contei uma história. Nesta actividade senti, inicialmente, alguma vergonha mas penso que depois me soltei um pouco mais e correu bem. Vimos dois vídeos, um sobre a Convenção dos Direitos da Criança e outro sobre as quatro categorias dos Direitos. Saimos da sala vermelha e dirigimo-nos para a sala azul, o Despertar, adorei esta sala, é uma sala pouco iluminada com sons de um bebé, com fotos desde a mãe grávida até ao bebé já nascido. Houve pessoas que se sentiram emocionadas com esta sala, eu senti força, senti-me relaxada. Passámos, então, para a sala verde, a da Sobrevivência. Nesta começámos por escolher uma batata e a ideia era sentirmo-la de modo a, depois, a podermos identificar sem a ver. O Tiago recolheu as batatas e todos pusemos as mãos atrás das costas, as batatas foram passando nas nossas mãos para podermos reconhecer a nossa, passaram muitas batatas pelas minhas mãos até que lá veio a minha. Depois de termos identificado as nossas batatas, a Cláudia perguntou-nos se alguma vez achávamos possivel ter uma relação com elas, naquela altura não, não achava possivel ter uma relação com a minha batata mas realmente já dizia que era a minha batata, já havia o sentimento de pertença, nem que fosse para a plantar, ao menos não a ia abandonar. Depois, o Tiago deu-nos um papel branco e, com ele, tivemos de representar o nosso coração da maneira que quisemos e escrever o nosso nome. Os papéis foram recolhidos, baralhados e todos tirámos um papel á sorte. Consoante o papel, o coração que nos calhou, tivemos de escrever uma característica positiva da pessoa de quem tinhamos o coração. Todos vimos o que tinham escrito sobre nós, tivemos de adivinhar quem o tinha feito. Confesso que fiquei ainda mais feliz com o que a Tatiana escreveu sobre mim. Por fim, todos colámos o coração na parede e dissemos quais os sentimentos que levávamos connosco, como tinha sido esta experiência. Eu levei muita gratidão, muitos sorrisos e uma nova experiência que, felizmente, ainda não terminou. Esta visita está a contribuir para a minha formação como Técnica de Apoio Psicossocial pois fizemos várias actividades em que havia sempre uma ligação com algo ou com alguém. É preciso termos o sentimento de união, de apoio uns para com os outros. Mais uma vez, e esta em especial, senti que é este o curso que quero tirar.
Vera tA
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Vocês fizeram duas coisas diferentes de nós e achei-as muito interessantes! Principalmente o jogo com o novelo de lã, já que não me iriam surpreender muito com o que escreveriam no meu coração, penso eu de que... A ideia do novelo levou-me a pensar no quão complicado são as relações e tudo o que tem haver com as mesmas. Dependemos dos outros e os outros de nós, as minhas acções influenciam o outro e as dele a mim, estamos todos interligados, como os fios, e quantas mais ligações se desfazem ou enfraquecem mais difícil é manter-mo-nos firmes.
ResponderEliminarE sem dúvida que, de dia para dia, tenho mais certeza que é este curso que quero tirar para depois poder exercer a minha, tão esperada, função: frustar, não ajudar (eheh!). Não me arrependo nada da escolha que fiz quase à um ano atrás. :)
Ana Costa, 1ºB
Sim, concordo com o que disseste e penso que, às vezes, damos demasiada importância a simples coisas que não interessam, como zangas parvas que temos, há que tentar mudar certas atitudes :)
ResponderEliminarE também, sem dúvida alguma, tenho a certeza que é este curso que quero ter e vou esforçar-me por isto :D
Vera 1ºA