Boa noite!
Quinta-feira e confesso que de manhã já pensava o que seria que iríamos fazer para o “Espaço a Brincar”, para ser franca até dizia para mim que não queria ir lá fazer grandes coisas.
Chegou a hora do almoço e um aluno do 3ºano chamado Tiago disse-nos algumas indicações, falou-nos do que íamos fazer nesse espaço e a que horas era para estar à entrada da escola pois ele ia-nos guiar até ao “Espaço a Brincar”.
14h00 e o pessoal da turma começou-se a dirigir para o portão, todos na expectativa de como seria a partir dali aquela tarde. Fomos apanhar o metro e foi só risada até lá, parvoíces nossas, mas aí prova-se a qualquer pessoa que a nossa turma quando quer até sabe ser unida e divertir-se. Próxima paragem: Jardim Zoológico. Ui, ainda tivemos de andar um bom bocado para chegar ao local pretendido, mas o facto que estarmos todos curiosos conseguiu com que o tempo passa-se e chegámos rapidamente. Mandaram-nos aguardar e assim fizemos, de repente a Mariana e a Sílvia abriram-nos a porta para que assim pudéssemos visitar aquele espaço.
Começamos por ir para uma sala com alguns bancos para nos conhecermos melhor, o jogo para nos conhecermos melhor era com uma bola, onde lançávamos a bola uns para os outros e cada um se apresentava dizendo aquilo que o tinha feito sorrir naquele dia, muitos não sabiam o que dizer, eu especialmente não sabia porque eu passo a vida a sorrir então enumerar uma era um pouco difícil, mas correu bem. Depois do primeiro jogo, próximo, “Quem sabe”, aí houve alguma risada pois tínhamos de demonstrar determinadas coisas, acções que até tinham a sua piada. Enfim, neste dois jogos estivemos a brincar, porque na verdade também temos esse direito. Depois, fizeram-nos uma pequena apresentação dos direitos da crianças num PowerPoint onde se falou do Direito á Sobrevivência; Direito á Protecção; Direito ao Desenvolvimento e Direito á Participação, através disso também ficámos a saber que existe uma sala para cada um desses direitos com a sua respectiva cor.
Outra surpresa, no meio da conversa e da boa disposição ouviam-se os risos de um bebé e todos ficaram ‘em pulgas’ para ver o bebé. Quando nos levaram para uma sala, a chamada sala azul (direito à vida), aí vimos que não era um bebé a sério mas sim a voz de um numas colunas, a sala era pequena e transmitia serenidade, paz. Nas paredes estavam coladas fotos de um bebé e no meio pendurado por um fio estava uma espécie de balão que para mim tudo aquilo em que estávamos envolvidos fazia-me lembrar a barriga de uma mãe e ali o embrião.
Próxima sala e ultima a vermos daquele dia, antes de entrarmos vimos uma linha que nos explicaram que era a linha do horizonte, para ser franca também não percebi muito bem, o que fiquei a saber é que essa linha percorre todo o “Espaço a Brincar” até à última sala. Sala verde (direito à sobrevivência), aquela sala transmitia mesmo o sítio de estarem crianças, tudo muito bonitinho e com o seu toque a criança. Sentámos no chão numas almofadas e foram-nos distribuídas batatas, uma a cada um, a partir daí foi-nos recomendado que víssemos bem a nossa batata e a sentíssemos bem (mal sabíamos nós daquilo que nos estava à espera). A Mariana depois pediu-nos que voltássemos a colocar as batatas de onde tinham sido retiradas, e a parte pior chegou, disseram-nos para pôr as mãos atrás das costas e iam passando novamente as batatas por trás de nós para percebermos qual seria a batata de cada um. No final propomos ficar com as batatas para que pudéssemos ‘cuidar’ delas como se fossem realmente nossos filhos.
A fome apertava e foram umas queridas, pois alimentaram estes comilões com bolachas. Foi uma tarde muito bem passada e que não me arrependo nada de ter ido. Próxima quinta-feira, que venha ela!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
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