quarta-feira, 29 de abril de 2009

Espaço a Brincar_ 24.Abril.2009

Boa Tarde a todos!
No dia 24 de Abril, lá fomos nós, de novo, passar mais uma bela tarde de sexta – feira no Espaço a Brincar. Acompanhados pelo Tiago fomos até ao edifício onde nos esperava a coordenadora Cláudia.

Desta vez o espaço já não me era desconhecido e não me senti tão curiosa, mas mesmo assim ansiosa por saber quais iam ser as actividades que nos iam propor.

Iniciámos a acção na Sala Vermelha fazendo um jogo “Quebra - Gelo” que consistia em passar a bola uns para os outros, dizendo o que nos fez sorrir naquele dia. Gostei imenso da actividade, pois foi um momento em que partilhámos momentos “privados” uns com os outros de uma forma dinâmica e bastante risonha.

De seguida fomos para a Sala Laranja – Direitos de Protecção. Onde executámos o jogo da criança desprotegida, encontrávamo-nos todos em roda e no meio estava uma pessoa sentada. O jogo baseava-se simplesmente em pegar no novelo de lã e enrolar a colega dando uma volta e dizer o que era para nós uma criança desprotegida. Chegando ao fim de todos dizerem, a Tatiana (colega que estava no meio) teve de dizer como se sentia ao estar ali no papel de uma criança desprotegida. E logo de imediato fizemos o inverso desenrolando a colega, tínhamos de dizer o que fazíamos com uma criança desprotegida. Na realização deste jogo senti-me uma criança feliz e muito protegida, porque nada do que foi referido na altura do jogo se encaixo em mim. Após a actividade fiquei a pensar que as vezes não dou o devido valor às coisas que tenho e que, por vezes, dou demasiada importância a coisas desnecessárias.

Relembro que no tecto estava escrito: ”no fundo, no fundo, sinto… “ e eu naquela altura senti uma pequena revolta dentro de mim, devido às crianças desprotegidas, elas que são tão pequeninas, sensíveis e tão ingénuas estão na terra a sofrer por actos que elas não têm culpa mas são elas que acabam sempre por sofrer.

E na parede estava escrito: “A linha do horizonte é a de quem me vem buscar?” e eu perguntei para mim mesma: E para as crianças que não têm ninguém para as ir buscar será que é o quê? Mas dentro de mim também não encontrei resposta. Se alguém me quiser responder está à vontade…

Depois fomos para a Sala Azul – Direitos de Desenvolvimento. Onde nos organizámos por grupos e em 7 minutos tínhamos de conseguir construir um elefante, mas cada elemento tinha uma deficiência, maneta, mudez ou cegueira. Durante os sete minutos senti a falta que me faz um simples braço com uma mão e 5 dedos, visto que eu representava a deficiência de maneta do braço direito. Depois de 7 minutos senti que não dava o devido valor ás pessoas com deficiência.

Por último fomos para a Sala Amarela – Direitos de Participação. Onde nos foi proposto uma dinâmica sobre alguns direitos das crianças. A actividade baseava-se em termos que nos formar em grupos e fazer um teatro representando um dos direitos. O meu grupo ficou com o artigo Nº15, que se baseia em respeitar os direitos uns dos outros.Durante esta representação e até mesmo antes admito que estava nervosa e ansiosa, pois queria que corresse tudo bem. Mesmo assim não me consegui concentrar devidamente e comecei a rir após ter ouvido a gargalhada do professor Hélder e dos meus colegas.

Adorei as tardes que passei no Espaço a Brincar.
Espero lá voltar…

À coordenadora Cláudia e ao futuro técnico de apoio psicossocial, Tiago os meus parabéns e que continuem assim. Beijinhos***
Ana Catarina Raposo

TA

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