segunda-feira, 20 de abril de 2009

sita ao Espaço a Brincar (17.04.2009)

Vai de nos juntarmos todos e, em magote, ir até Sete Rios ter com o Tiago, a pedido do professor Helder. Brincadeira (muita, é preciso dizer) pela viagem.
Vai de sair do metro... 'E agora é para que lado?... Se o Jardim Zoológico é daquele, é para esperar do outro!!!' ... ~Vimos o Tiago do outro lado da rua, também estava a chegar.
Confesso que esperava algo... Melhor... Eu não sei o que esperava!!! ... Tal não foi o meu espanto quando chegamos a um conjunto de edificios praticamente isolados, ao pé de Monsanto... Acho que, dentro da minha cabeça, imaginei um edifício alto ao pé das Twin Towers, com um espaço de brincadeira para miúdos, e tinhamos de os aturar... Tipo "escolher" um e desenvolver uma actividade e ver quais as reacções... Sei lá...

Sala Vermelha... Uns bancos dispostos em circulo (tipo a rotunda do Senhor Roubado), uma tela aberta, estantes com livros de histórias... Muita cor, exceptuando a linha preta presa na parede em redor da sala...
Gostei imenso do jogo de apresentação sugerido pela coordenadora... A ideia da união é sempre boa, mesmo que seja feita por uma ténue linha de lã colorida.
O jogo de apresentação (Quem Sabe?), proporcionou-nos umas quantas gargalhadas. É uma boa actividade para tentar desinibir quem participa... Se bem que a ideia de beber um shot imaginário, não me seduz...
Vimos uma apresentação que explicava sinteticamente os Direitos das Crianças. Direito à Sobrevivência; Direito à Protecção; Direito ao Desenvolvimento e Direito à Participação.
A Cláudia (a coordenadora) explicou que a linha preta que envolve, não só a sala, mas todas, é a linha do horizonte.

Sala Azul... A sala dO Despertar... A fraca luminosidade da sala deixou-me um tanto ou quanto sensível... Frágil... Esta, conjugada com as imagens das crianças e o som, transmitiram-me uma melâncolia imensas... Senti um arrepio enorme a percorrer o meu corpo e as lágrimas a quererem saltar-me dos olhos... Senti-me estúpida por me sentir assim... O costume. (... O balão suspenso no meio da sala deu-me a ideia de solidão...)

Sala Verde... A sala dA Sobrevivência... Mais uma vez, a linha do horizonte... (Gostei de saber que as 11h toda a sala fica iluminada com o Sol) Escrevia algo nas paredes, mas não me recordo o quê. Esta sala tinha, presas na parede, caixas de fruta em madeira, com plantas, e algumas garrafas de água. Agarramos uma almofada para nos sentarmos, de forma a formarmos um circulo(ou quase). Puseram o alguidar das batatas no meio de nós e dissermos para escolhermos uma, para a sentirmos, para observarmos todos os detalhes, para a conhecermos... O Tiago recolheu as batatas e depois devolveu-as. A contrapartida era estarmos de costas e termos de as reconhecer com as mãos, sem olhar para elas. Com algum custo (e alguma batota), lá conseguimos acabar a actividade. Depois, o Tiago distribuiu umas folhas de papel em branco e duas caixas com material de colorir, nele tinhamos de desenhar/recortar/fazer... o nosso coração e no verso escrever o nosso nome. Após recolher as nossas obras de arte, voltou a distribuí-las, mas de forma aleatória, não a quem pertencia. Havia que escrever algo positivo sobre a pessoa que fez a obra de arte. Após nova recolha, estas foram devolvidas aos respectivos autores, e estes tinham de ler "em voz alta" e adivinhar quem escreveu.

Pensei que o professor Helder não nos fosse dar o prazer da sua presença junto de nós, mas acabou por aparecer enquanto devoravamos as bolachas.

Gostei da experiência. Espero gostar ainda mais da próxima sessão.

Cheers *

Soraia S.
Turma A

3 comentários:

  1. Solidão... Consegues (se não te importares) explicar porquê? Gostava de tentar perceber. :)

    Ana Costa, 1ºB

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  2. Questão interessante...

    Toda a minha (curta) vida lutei por muita coisa, sozinha, sem os meus pais, sem aqueles que se diziam meus amigos. Nunca tive ninguém com quem contar ou com quem falar. Desde há um ano para cá tenho comigo uma pessoa que me apoia, quem me dá "colo" e me ouve quando preciso falar, por aí... E ... Posso dizer que me sinto segura, embora extremamente instável...

    A sala tem um aspecto frio... Mesmo cheia de gente... Fui a última pessoa a entrar na sala, senti um arrepio enorme... Senti-me sozinha... E... Não foi uma sensação agradável. Desabituei-me da solidão ... E ... Pronto... Heis o meu maior medo.

    beijo *

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  3. Percebido (na integra)... ;)

    Ana Costa, 1ºB

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