quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Espaço a brincar!

Ok, eu sei. Estou a postar um dia antes da nossa segunda ida espaço mas isso não me impede de ainda saber como foi e principalmente como senti aquela tarde.

Continuando...
Tal como muita gente de ambas as turmas eu fui invadido por uma ansiedade total e cada vez maior à medida que se aproximava a hora da visita ao Espaço a brincar.
Não se falava de outra coisa nos primeiros anos. Toda a gente se revelava curiosa em relação ao que íamos ver. Como será? O professor vai estar connosco? Vai ser divertido ou uma "seca"? Vão lá estar crianças?, estas foram apenas algumas perguntas que vaguearam e pairaram o ar das salas dos primeiros anos da ETPL.
No entanto, todas estas perguntam foram respondidas no momento em que a Coordenadora Cláudia, com um ar sorridente e acolhedor, abriu-nos a porta e convidou-nos amigavelmente a entrar, pousar as malas e casacos e, posteriormente, a sentar-mo-nos em roda de modo a manter-mo-nos todos em contacto visual.
Adivinhei imediatamente o que iria suceder. Um jogo de apresentação, ou melhor, um "quebra-gelo".
Não pretendo aqui, no meu post, contar e descrever as actividades que nós fizemos até porque já foram muito bem descritas por outros alunos, por isso vou, a partir daqui, revelar o que eu senti e não descrever o que aconteceu.
Sendo assim, os jogos de apesentação ou "quebra-gelo" foram muito divertidos. Foi óptimo termos podido quebrar a rotina das aulas durante a semana e ao mesmo tempo termos tido uns minutos como turma, unida e feliz.
No entanto saímos da sala onde estáva-mos reunidos e começámos a aventura à descoberta do Espaço a brincar.
Começámos pela sala que continha um saco em forma de saco amniótico no seu centro pendurado por um fio ao tecto. Nas paredes azuis encontravam-se fotos de recém-nascidos e, de repente, sem que ninguém estivesse à espera, um som conhecido invadiu os nossos ouvidos. A voz de um bébe meio a chorar meio a rir propagava-se pelo ar daquela sala azul com o saco que protege e alimenta o feto no seu centro. Em milésimos de segundo todos se calaram. A voz do bebé tornou-se mais clara. Muitos arrepiaram-se enquanto outros se deliciavam com um sorriso na cara a ouvir os sons do bebé. Eu? Não senti nada de especial para ser sincero. Não me fazia confusão nem me deixava muito feliz. Apenas esboçei um sorriso. Mas adorei a sala tal como os meu colegas. Continuámos para a próxima sala.
À medida que caminhava não pude de deixar de reparar, cheio de curiosidade, que havia uma linha preta colada às paredes do tecto. Era para perguntar o que significava mas, no tempo que tive para pensar na pergunta e de perguntá-la, uma das minhas colegas o fizera. A Coordenadora Cláudia, sempre sorridente e serena, disse que era a linha do horizonte. E, neste momento, senti-me como se tive-se respirado depois de 20 minutos de baixo de àgua. Não sei explicar porquê mas o sentimento de liberdade e a beleza do horizonte percorriam agora a minha mente.
Chegámos!
Percorremos a sala olhando para elementos vitais à vida humana como o sol que iluminava toda a sala às 11h00 e a àgua que é o bem mais precioso para o Humano. Logo aqui percebi porque é que chamavam à sala a sala da sobrvivência.
Sentámo-nos em almofadas e partimos para outro jogo. Tinhamos que entrar em contacto fisico com uma batata e conhecê-la bem de modo a que, quando a batata chegasse às nossas mãos sem a vermos pudéssemos saber que era a nossa. Reconheci a minha sem nenhum problema e, depois de uma das pessoas ter finalmente encontrado a sua batata que pensava ter perdido, partímos para outro jogo.
Neste jogo tínhamos que desenhar o nosso coração ou um símbolo que o simbolizasse. Eu desenhei um pássaro que significa liberdade. De seguida, os nossos corações eram entregues a outras pessoas e essas pessoas tinham que escrever noutro coração uma característica positiva do seu "dono". Eu escrevi no do David que é uma pessoa extremamente culta e o Tiago ecreveu no meu que sou simpático. É óptimo que uma das nossas características positivas seja reconhecida. Sobe imenso a nossa auto-estima. Na verdade tenho pena em não ter sido uma pessoa que me conhecesse melhor a escrever no meu coração mas agredeço muito o que o Tiago me escreveu.
Já perto do fim chegou o momento que eu mais gostei e que mais me emocionou.
Cada um foi a uma parede em branco, colou lá o seu coração e disse as coisas que aprendera e que levara consigo naquele dia.
Foi óptimo ter percebido que toda a gente tinha sentido o mesmo que eu. União, amizade e sentimentos felizes. Foi o que eu disse na minha vez tal como muitos o disseram por vezes noutras palavras. Nunca estive tão perto emocionalmente e nunca me senti tão ligado aos meu colegas como neste momento. Espero que este tenha sido o primeiro de muitos momentos assim com a minha turma e espero, também, que venham momentos como estes com todos os alunos da ETPL e mais futuramente com a população com a qual eu irei trabalhar.

Para concluir a minha primeira participação aqui no blog queria pedir a todos os meu colegas não só do 1ºA mas também do 1ºB que se mantivessem unidos tanto na sua turma como em toda a escola. Pois, se houve alguma coisa que eu certamente aprendi nesta magnifica tarde no Espaço a brincar foi que a união e a entrega de cada um pode proporcionar grandes momentos e levar agrandes feitos. Por isso e para quem sentiu que nesta tarde a turma esteve mais unida peço que assim se mantenham.

Adorei esta tarde!


Nuno Reis
23-04-2009

2 comentários:

  1. Dei os parabéns ao Bruno por ter sido o primeiro a postar e agora dou-te os parabéns a ti por tudo o que disseste. Não te limitaste a descrever as actividades, quase não o fizeste, apenas o essencial, para conseguires enquadrar o que sentiste. E o último parágrafo... Estou contigo. ;)

    Ana Costa, 1ºB

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  2. Obrigado.

    Foi o que realmente senti e é a mensagem que eu tento passar a ambas as turmas.

    As duas turmas têm pontos fortes e pontos fracos mas juntos seíamos enormes.

    No dia da visita foi isso que eu sent.
    Só espero que as turmas se unam mais.

    Obrigado pelo comentário. :p

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