quinta-feira, 16 de abril de 2009

Espaço Brincar

Boa noite!

São 23 hora e 8 minutos. Estou em frente ao computador, a ver os e-mails e afins, como sempre o faço. Penso em como foi o meu dia. Bem, parte do dia foi passado a rir!

Às 14h lá estava eu em frente à escola. Vou para o metro, viagem de metro espectacular! Porque a turma quando quer até se sabe divertir. Desde do momento da Joana ficar vermelha (como os bancos em que íamos sentados) até à Vanessa deixar cair a pastilha.

Chegamos ao Espaço Brincar e cheia de curiosidade espero que nos abram a porta. Finalmente abrem, entro, ponho o casaco e a mala onde as coordenadoras, a Mariana e a Sílvia, indicam e sentámo-nos em roda. Começamos com aquele jogo espectacular de apresentação. "A Bola e o que te fez rir hoje", para além de ter recordado o que me fez rir hoje ainda me ri com os motivos que fizeram os restantes rir. Óptima maneira de começar!

Depois de um outro jogo e de termos umas ideias do que realmente é a Convenção dos Direitos da Criança, e dos quatro pilares em que este se apoia, seguimos para uma sala toda azul.
Nesta sala, ao centro havia um balão (que teve várias interpretações): para mim era o ventre onde a criança passa nove messes da sua vida. Ao mesmo tempo que ali estava a olhar para o"balão" ouvia-se uma criança a sorrir e pela sala estavam espalhadas fotos de uma criança. Eu arrepiei-me!

Passamos para a sala amarela, que significa o pilar da sobrevivência. Toda a criança tem direito à vida, à saúde, à alimentação, vestuário e a uma casa. Aqui pediram para escolhermos uma batata. Não sei porque fui para aquela que esta a mais "deficiente". Pediram-nos que olhássemos bem para ela e voltássemos a colocar num tabuleiro. Mãos atrás das costas e toca de reconhecer a batata sem a ver, somente com os pormenores dela como peso e marcas! Claro que mal a batata tocou nas minhas mãos eu sabia que era a minha.
Tivemos um momento a falar, a descontrair e pediram para desenharmos a batata e para dizer o que de especial tinha aquela batata e o que tínhamos aprendido com o jogo. Respondi que a minha batata era diferente de todas as outras e por isso especial (além de parecer, de uma perspectiva um pato e, de outra, uma minhoca!) e que tinha aprendido que embora todas as batatas pareçam iguais existem grandes pormenores que distinguem umas das outras e à qual devemos tomar grande atenção.

Assim acabou a tarde, sem esquecer do lanche (bolachas) que a Mariana e a Sílvia nos deram (Já estávamos todos com fome, foram uma queridas!). Uma tarde que, mesmo a brincar, foi espectacular e bastante recompensadora.

Tânia de Jesus

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Tenho que concordar contigo em dois aspectos:
    1º) o "balão" que estava pendurado no centro da sala azul, para mim, também representava a barriga da mãe;
    2º) e também quando dizes que "embora todas as batatas pareçam iguais existem grandes promenores que distinguem umas das outras e aos quais devemos tomar grande atenção".

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