Estava ansiosa, não sabia o que nos esperávamos, a única coisa que sabíamos era que teríamos um colega a nossa espera as 14h no portão da escola para irmos para 7 rios mas agora para onde íamos?! “O que íamos fazer?”. Quando lá cheguei fiquei surpreendida pela sua localização, não é o caso de ser má até porque acho que está bem localizada mas pensei, sei lá numa casa não no meio dos prédios, fiquei surpresa mas ainda bem que assim o fiquei, agora sim sei o nome do ATL, Espaço a Brincar, realmente tem tudo a ver com as instalações e com a maneira como aprendemos lá as coisas porque foi sempre a brincar que aprendemos os direitos das crianças e qual a função deste espaço. Finalmente entramos, vamos conhecer o ATL, pousamos as malas e lá fomos nós para uma salinha que é uma espécie de biblioteca, este foi o local onde realizamos 2 jogos em que consistiam na nossa apresentação e num dizer o que nos tinha feito sorrir naquele dia e no outro tínhamos que convencer um colega a desempenhar a acção que tínhamos no papel que nos foi atribuído. Seguidamente a Sílvia e a Mariana explicaram-nos os direitos e como são formados os direitos das crianças e tudo o que há na sua volta, começamos então pelos pilares que são 4: O Interesse Superior da Criança, O Principio da Não Discriminação, Principio da Sobrevivência e a Opinião da Criança, ficamos Também a saber que estão divididos por 4 convenções em que cada uma corresponde a uma sala, sendo que são compostos por 54 Artigos em que estão divididos por essas mesmas quatro.
O espaço a Brincar é constituído principalmente por estas 4 salas que são:
Os Direitos ao Desenvolvimento: Sala Azul
Esta foi a primeira sala que visitamos, arrepiei-me conforme lá entrei, tinha uma decoração muito simples mas marcante, aquele balão ali no meu da sala fazia mesmo lembrar uma placenta, sendo o que teria mais haver com o tema, depois aquelas fotos do bebe e com aquele choro, riso que a elas puseram quando entramos na sala foi muito marca-te eu adorei, senti-me muito bem lá dentro. Os seus artigos são: 14º, 17º, 18º, 23º, 28º e 31º.
O direito á Sobrevivência: Sala Verde
Nesta sala aprendemos que toda a criança tem direito á vida, à saúde, à alimentação, vestuário e a uma casa, nesta sala pediram-nos para escolher uma batata, eu escolhi uma muito pequenininha redondinha, parecia um ovo, olhei e gostei dela então escolhia mal sabia para o que era, quando me disseram que para apreciarmos bem a nossa batata, sentirmos-lá fiquei um pouco assustada, mas não era caso para tanto iríamos ter de voltar a por as batatas dentro do alguidar e reconhecer a batata só pelo tacto, uma tarefa um pouco complicada, mas deu para entender o que as pessoas com deficiência sofrem para conseguir distinguir as coisas e os esforços que fazem. Depois disso pediram-nos para desenhar a nossa batata para vermos os seus pormenores o seu feitio, depois tivemos de dizer o porque de termos escolhido aquela batata e o que tinhamos aprendido, eu disse que a achei fofinha, foi uma coisa que não teve explicação olhei e gostei dela e que aprendi que por mais que paressa ser igual as outras existem diferenças e que conseguimos sempre distinguir o que é “nosso” e por isso fiquei com a minha batata chamada Vivian.
Achei interessante e perguntei o que significava aquela lã na parede e disseram-nos que era a linha do horizonte, passa por todos os espaços em que cada sala tem uma frase escrita com essa mesma linha, achei a ideia muito original. A
dorei!
Acabamos a tarde a comer bolinhos que a Sílvia e a Mariana nos fizeram o favor de dar.
E assim foi a nossa primeira visita, adorei e aprendi imenso neste dia, foi uma sensação unica e espectacular.
Telma Serreira 1ºB
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